segunda-feira, 21 de maio de 2007

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1294522

Agregados de um casal com filhos desceram abaixo dos 50 por cento
"Portugueses não querem ter mais tempo para a família, ao contrário da maioria dos europeus
(20.05.2007 - 08h37 Clara Viana )
Os portugueses têm cada vez menos filhos e, entre a maioria daqueles que os têm, não faz parte das prioridades poder ter mais tempo para lhes dedicar, segundo dados divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a propósito do Dia Internacional da Família.

Mais individualistas, mais autocentrados: é uma tendência que já não é nova, mas que se tem vindo a consolidar. Surpreendentes, contudo, são estas percentagens extraídas do Inquérito ao Emprego de 2005, agora divulgadas: 83,7 por cento da população empregada, com pelo menos um filho ou dependente a quem prestem cuidados, diz que não deseja alterar a sua vida profissional para poder dedicar mais tempo a cuidar deles. Os que admitem desejar trabalhar menos para conseguir aquele objectivo representam apenas 13,4 por cento. A percentagem de mulheres nesta situação mais do que duplica a dos homens (18,8 por cento contra 8,1).
Nos estudos realizados por organismos da União Europeia ressalta o contrário, com a maioria dos europeus a manifestar-se insatisfeito no que respeita à conciliação entre trabalho e família. Esta insatisfação foi mesmo apresentada como uma espécie de "moeda comum" europeia.
No ano passado, ainda segundo os dados do INE, a percentagem de agregados constituídos por um casal com filhos desceu abaixo dos 50 por cento: representavam 46,8 por cento, quase empatando com os 46,6 por cento contabilizados pelos agregados familiares de uma pessoa só, casais sem filhos e agregados monoparentais. Estes três últimos têm vindo a subir; o primeiro tem estado a descer.
Na verdade, a sua proporção desceu 3,8 por cento em sete anos, o que é em parte justificado pelas quebras registadas nas famílias maiores e com este qualificativo já se abrange as de dois filhos. O contingente mais representativo continua a ser o das famílias com apenas um filho (32 por cento).
As casas podem ter menos gente, mas ganharam em conforto, revela um estudo da Marktest, também divulgado esta semana. Em todos os lares do continente há já um frigorífico ou combinado. Quase a fazer o pleno estão o fogão e a televisão. Popular é também a máquina de lavar a roupa. Está em 97,8 por cento das casas.
Os leitores de DVD já chegaram a 62,3 por cento dos lares. Ultrapassaram os computadores, mas a proporção de lares onde estes estão presentes mais que duplicou em seis anos: passou de 22 por cento em 2000 para 45,4 no ano passado.
Equipamentos minoritários são o ar condicionado e o aquecimento central. Estão presentes em 9,7 e 13,9 por cento dos lares, respectivamente. A par da má qualidade da construção em Portugal, esta escassez contribui para uma situação também já identificada em vários estudos da UE: entre os europeus, os portugueses são dos que mais sofrem de frio (ou calor) dentro de portas."

sábado, 21 de abril de 2007

Segundo Ciclo de Sessões Temáticas na mamãnatura

Levado a cabo mais um ciclo de sessões temáticas na mamãnatura, devemos destacar as sessões que foram novidade: A sessão de Cuidados na Gravidez, Parto e Pós-Parto e a de Cuidados com o Recém-Nascido.

A primeira constou de uma abordagem muito interessante da maternidade, da comunicação que se pode/deve estabelecer com o feto, do que ele vive e sente, da memória intra-uterina.
Foram desmistificados alguns receios e crenças relacionados com gravidez e parto. A doula Aleksandra Berg explicou o papel da doula como acompanhante na gravidez, parto e pós-parto e explicou também como a grávida se pode preparar para o parto de forma consciente e bem informada.
Falou da possibilidade de a mulher viver o parto de forma satisfatória e prazenteira, tendo-lhe sido dada pela natureza essa função, e contrariando a ideia de que o parto é sofrimento. Falou também da necessidade de devolver o protagonismo no parto à mulher, em oposição à instrumentalização frequentemente dominante.
Deu um exemplo de um plano de parto e enfatizou a necessidade de a mulher ter ajuda no pós-parto para se poder dedicar exclusivamente ao bebé e a ela própria.
No final, apresentou às presentes bibliografia e sites de internet que considera interessantes e fidedignos.


A Sessão de Cuidados a ter com o Recém Nascido foi de extrema utilidade para os pais e mães presentes, uma vez que a pediatra Margarida Fonseca abordou as questões em que normalmente os pais e mães pela primeira vez se mostram mais receosos: desde o banho à posição de dormir, passando pela amamentação e pela implementação de rotinas, explicando como resolver alguns dos problemas que podem surgir no pós-parto, tanto com o bebé como com o resto da família.